sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Metal Claus, a história de um roqueiro barbeiro.



Vídeo idealizado e produzido por João Pedro Furriel e que encontra-se em seu blog Portifolio do JP.


Confira!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Nem sempre e sempre: Ana Julia


     

     A resposta dada por Rodrigo Amarante à pergunta do repórter sobre se a banda se incomoda por ser sempre lembrada e associada à música Ana Julia gera uma boa discussão sobre o sucesso e sua relatividade.

     A pergunta que se apresenta como uma provocação ( e a meu ver Amarante também entendeu assim) revela também uma grande verdade por um outro ponto de vista. Acho que o repórter pergunta a partir de uma visão do senso comum, dos que não conhecem a banda e Rodrigo Amarante responde por um outro. Os que conhecem a banda sabem do que o músico fala. Obviamente, o repórter não estudou bem sobre a banda, como o músico apontou. Não fez o seu dever de casa bem feito. Por outro lado, meio que pra se defender de uma ironia talvez, Rodrigo responde, recusando a possibilidade da existência da problemática. O fato é que uma pergunta tão "fraca" e rasa acaba por promover uma resposta indignada do artista e também por nos fazer refletir sobre o sucesso da música Ana Julia e o sucesso da banda, que são coisas totalmente diferentes.

     Exatamente isso que penso, Los Hermanos de Ana Julia não são os mesmos de sua obra. Ana Julia, apesar de ser apenas uma música, tornou-se um paradigma para a banda. O curioso é que a canção que foi um estouro de sucesso para o público geral foi também sua estréia. Ana Julia traz em sua composição uma fórmula (proposital ou não. Acredito que não) que é típica dos hits. Popular como muitas músicas que agradam a uma parcela bem grande da população.

     Em minha opinião Los Hermanos são uma banda de três excelentes trabalhos. O primeiro no qual consta a canção citada é completamente diferente dos demais. Considero fraco o disco de estréia. É bem barulhento e traz composições de qualidade bem abaixo das dos álbuns que se seguiram. Ainda assim gosto bastante de Quem sabe, Outro Alguém e Primavera. O disco seguinte (que eu adoro) traz um resquício do estilo hardcore do primeiro: Tão sozinho. Acho fraco, chato mesmo. Muita barulheira, pouca melodia e letra igualmente fraca. Provavelmente, alguma composição da safra anterior que ficou de fora, acredito.

     Voltando ao hit Ana Julia, é fato que a música que foi um estouro nas paradas das rádios e TVs não encontrou outros sucessos à altura de sua popularidade. Se perguntarem a qualquer um fã da banda sobre outros sucessos, aparecerão listas e mais listas de músicas que são elencadas como obras-primas da banda. Porém, um sucesso não é necessariamente obra-prima.

     O público que acompanha a banda desde seu aparecimento é grande e fiel. Tão grande que é capaz de lotar todos os shows em todos os lugares por onde a banda passa. Isso é normal ao público que é fã. Porem, se perguntarmos ao público comum sobre Los Hermanos, esse dirá que já ouviu falar e citará com certeza Ana Julia. A música foi o sucesso da banda que agradou ao seu grande público, mas que extrapolou a este, atingindo ao público de massa. E isso é que é ser pop, ser visto e conhecido por um imenso público, como uma novela global das oito consegue atingir. Se é boa ou não, é outro papo. O fato é que ela traz essa marca.

     Quase todas as bandas ou artistas solos trazem consigo, em seu repertório um grande sucesso, do qual não têm como se desvencilhar. É normal. Como de um modo geral, a música é considerada fraca (pelo menos em relação às demais canções), os repórteres insistem em perguntar aos seus membros sobre essa relação só para criar polêmica.

     Quando Amarante diz "não, porque nem sempre" ele tem razão e não tem razão. Tem razão porque para o seu público fiel isso não é um problema. E ele tem razão. Para mim, por exemplo, como fã, não é. Porém, para o público geral a banda é lembrada sim pela canção de sucesso e isso ele tem que admitir. O repórter fala de um público e ele se defende e se refere a um outro específico, entendedor da banda. Como crítico, considero a pergunta pertinente, porque existe sim uma associação do sucesso da música à banda para o público comum. Porém, percebo também a provocação do repórter, talvez no intuito de aparecer, criando mais uma treta.


Ana Julia

sábado, 15 de julho de 2017

Hora de decisão


     Nunca fui do PT. Nunca fui filiado ao partido. Porém, sempre me considerei um homem de esquerda. Aliás, diga-se de passagem, nunca o conceito de direita e esquerda foi tão marcante como nesses tempos difíceis no Brasil. E digo, como disse Suassuna, acho mesmo que quem diz que não é de esquerda, nem de direita é de direita. 

     Embora não seja do partido, tenho um profundo respeito por ele. Acompanhei sua história desde o início. O PT foi e é o único partido formado na base, horizontalmente e realmente nacional. Teve, desde a sua gênese, representação em cada canto do Brasil, em todas as regiões do país. Nunca quis me filiar, primeiro porque não sou e nunca quis militar na politica partidária. Segundo, e mais importante motivo, porque quero a liberdade de criticar, de fazer objeções. Tive e tenho várias objeções ao partido e ao que ele se tornou durante o tempo. Porém, um projeto de governo progressista, que visa equilibrar as condições de igualdade para o povo, apesar de muitas concessões, tinha pressa e precisou usar dos meios políticos para acontecer. Afinal, o partido é político. Para as minhas convicções de homem de esquerda nunca houve em outro partido qualquer projeto que se assemelhasse ou se aproximasse do que eu desejasse como necessário para o nosso país, para o meu país. O simples fato histórico de no Brasil dos anos 1990 morrerem pessoas de fome todos os dias, já era suficiente para que eu esperasse por um governo de gestão progressista e justo quanto ao social. Em 2000 eram cerca de 300 pessoas mortas por falta de alimento. Uma aberração para um país que julgamos, será o celeiro do mundo. 

     Depois desse último capítulo do golpe. Não sei se será o derradeiro. Sabe lá as cabeças "pensantes" dos usurpadores do poder. Depois da aprovação das "reformas" deformantes trabalhistas e da condenação sem provas de um ex-presidente que simplesmente é um dos ícones mundiais mais aclamados, um dos estadistas mais respeitados do mundo, não considero que haja espaço para a análise morna, a posição de centro. Veja que o partido mais deletério do país, representando o que a direita tem de mais radical, se chama PSDB, partido da social democracia brasileira. Não sei porque se escondem numa sigla de social democracia. Primeiro porque nunca foram pelo social e segundo nunca foram democráticos. Vide o golpe arquitetado para parar a lava-jato e impor as "reformas" danosas ao povo, sobretudo a maioria mais pobre. Não há mais espaços para dúvidas ou espera por algo que venha acontecer que melhore o estado de coisas. A reação a tudo isso começa já e a volta ao poder de Lula ou de quem ele indicar, caso o golpe se estenda à próxima instância, é urgente e necessário. 

     Só uma nação doente e contaminada de preconceitos de todos os tipos não vê o que está em curso no país. Um projeto que visa a trazer o Brasil novamente ao status de subserviência às nações estrangeiras, em particular aos Estados Unidos; devolver a um nivel de necessidades abaixo do suportável o povo pobre, esse que infelizmente não consegue nem entender o que ocorre no país.

     É hora de se posicionar! É mais que urgente. Por isso eu sou Lula e sou PT e sou qualquer partido ou projeto de governo que traga de volta a decência e a dignidade do povo brasileiro.

sábado, 27 de maio de 2017

Seu olhar

Seu olhar é terra fértil
Seu olhar acolhe, abraça
É úmido e quente
É sol, é luz e chuva

Seu olhar é chão de jardim
Nele, sou flor